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sábado, 22 de abril de 2017

Apresentação e o Esplendor


Este ano o retiro O Espiritual no Desenho aconteceu em Assis (Itália). Os temas relacionavam-se com S. Francisco de Assis, um santo que julgava conhecer muito, mas uma vez com os meus pés bem assentes no lugar onde nasceu e cresceu, rapidamente apercebi-me que pouco ou nada sabia sobre a sua vida.

A pequena cidade de Assis fica situada numa encosta e à medida que o autocarro se aproximava do nosso destino, gerou-se um pequeno murmúrio de quem tinha vontade de sair no meio da estrada e começar a desenhar imediatamente. Estávamos encantados com este “bilhete postal” que claramente nos dizia a cada um Fizeste bem em vir. Ainda bem que aqui estás.

 Tema 1: Apresentação

Estas pequenas apresentações que o Mário propõe são fantásticas! Pouco importa saber a profissão ou o nível social de cada um ou até se somos “profissionais em desenhar” o que quer que seja! Importa antes perceber quem somos e como nos revelamos aos outros. Neste primeiro tema tivemos de copiar o Cristo Redentor com caneta preta e depois pintar com cores com as quais nos identifiquemos mais. Para um primeiro tema, pareceu-me fácil!
Embora tivesse já desenhado no seu próprio caderno, o Matias, sem que eu me apercebesse disso fez um rabisco sobre o meu Cristo! A verdade é que se ele não tivesse a rapidez de fazer este acto, eu não teria escolhido a cor verde! 



Tema 2: O esplendor

É do conhecimento geral que Francisco nasceu em Assis e que era de uma família rica. O seu nome de baptismo é João, que mais tarde o seu pai (Pedro Bernardone) mudou para Francisco. No ano de 1200 foi aclamado Rei da Juventude e, juntamente com a corte dos amigos, passa a vida em festas, banquetes, serenatas, guitarradas e canções, à porta das belas moças de Assis.

Sob a frase “Se ficastes a conhecer-me, conhecereis também o meu Pai” a proposta foi desenharmos como quiséssemos. Os materiais, as técnicas e os modelos seriam da nossa livre escolha! Para que ao abrir estas páginas pudéssemos dizer e reconhecer: isto sou eu! E assim foi a explosão de cores por todo o lado. A transparência a sobrepor-se de forma descontrolada. O inacabado no ar. O pormenor que insiste em estar presente e o erro que não se apaga.



O Matias, ao meu lado cantava “o nosso galo é bom cantor”, enquanto espalhava aguarela pelas páginas do seu caderno!