Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Sketch Tour Portugal - Dia 6

01 de janeiro de 2018

Passámos a manhã no Cabo Girão, o cabo mais alto da Europa, com 580m de altura, conhecido pela sua plataforma suspensa em vidro, na qual eu recusei-me de ali passar, por ter vertigens! Dali podemos avistar pequenas áreas de terra cultivadas no sopé da falésia, bem como gozar de uma magnífica panorâmica sobre o oceano! Enquanto isso o senhor do acordeão toca música. Está li todos os dias, a toda a hora! É o único que tem lugar marcado no cabo!





Fomos almoçar ao Porto Moniz, no restaurante Aqua Natura, mesmo ao lado das famosas piscinas naturais! A viagem do Cabo Girão até lá é deslumbrante, rodeados de montanhas e montes verdejantes e sempre com o oceano a acompanhar-nos!


O Reza levava consigo o fato-de-banho, na esperança de ali dar o seu primeiro mergulho do ano! Mas infelizmente, o tempo e a agitação marinha não permitiu que realizasse o seu desejo! Mal se viam as rochas que formavam as piscinas naturais...

Como despedida da maravilhosa e fascinante ilha da Madeira, fomos jantar ao Restaurante Il Basílico, onde o chefe de cozinha nos abriu as portas para lá desenhar! Rapidamente eu e a Ea sentimos o calor abafado da pequena cozinha, onde a "magia acontece", dentro de um ritmo rápido e ao mesmo tempo tranquilo!

domingo, 18 de novembro de 2018

Sketch Tour Portugal - Dia 5

31 de dezembro

Está um fantástico dia de sol e por isso resolvemos fazer uma caminhada, do hotel até ao teleférico! A Ea ficou no quarto, pois infelizmente se sentia indisposta!
Há muita gente a circular na rua, turistas e locais misturam-se numa azáfama! Já se sente a ansiedade pelo famoso fogo de artifício de ano novo na Madeira!

O Teleférico faz uma viagem de 15 minutos até ao destino, o Monte! Mas para apanhar o teleférico é preciso ter muita paciência, pois a fila é enorme e nunca diminui... Mas, sem dúvida, vale a pena fazer esta viagem!




Uma das experiência a não perder são os famosos Carros de Cesto. O Mário foi com o Reza, e eu com o Matias! Como dizem os senhores que conduzem estes carros: " Não há que ter medo! É sempre a descer!"
Nós adorámos a experiência! No fim o Matias só dizia: "Outra vez, mãe! Quero mais!"










Chegados cá abaixo um delicioso almoço nos esperava no Restaurante Café Museu! Embora se localize no centro, é um lugar escondido, que merece que seja procurado, não só pela sua comida como também pela simpatia e hospitalidade de quem lá trabalha!

Tivemos um momento de pausa durante a tarde, uma espécie de preparação psicológica para a passagem de ano nesta ilha! Já se notava grandes grupos a "marcarem" o seu lugar junto ao cais para apreciarem melhor as cores do céu que a noite iria trazer! Traziam consigo grandes manjares, vinho bom e o champanhe para o brinde! Aos poucos o cais e as ruas iam-se enchendo de gente... e ainda a noite não tinha chegado!

Nós fomos caminhando até ao Restaurante Riso, daqueles lugares mágicos, excelentes para nos prepararmos para o fogo-de-artifício! Dali apreciávamos a chegada de enormes cruzeiros que chegavam com o propósito de assistirem o grande evento do ano! Enquanto ali estávamos, contámos 10 cruzeiros! 

Escusado será de dizer: o fogo-de-artifício é impressionante!!

sábado, 17 de novembro de 2018

Sketch Tour Portugal - Dia 4

30 de dezembro

Eram 07.15h e já estávamos no cais do Porto Marinho, prontos para a viagem até Porto Santo! Aqui era obrigatório a pontualidade, pois senão o "Lobo Marinho" partiria sem nós! São duas horas de viagem. A viagem teria corrido melhor se não tivesse ficado enjoada! Quis eu desenhar durante a viagem e o resultado foi um dia de enjoo...




Chegados a Porto Santo fomos directos ao Miradouro do Moinho. Uma rápida paragem para se desenhar! Daqui temos uma vista fantástica sobre esta pequena ilha!



Ponta da Calheta é um restaurante com esplanada junto à praia, onde se come bom peixe!



Porto Santo visita-se num dia! É uma ilha tranquila, com gente simpática! Todos se conhecem uns aos outros!
Não há poluição sonora e nem lixo no chão! Não poderíamos sair da ilha sem visitar a Casa Museu do Colombo! Dizem que o navegador viveu nessa casa durante 2 anos!



De regresso a Funchal apanhámos um pequeno avião, em que nós, o piloto e o co-piloto éramos os únicos passageiros. Em 15 minutos aterrámos. 

terça-feira, 26 de junho de 2018

Sketch Tour Portugal - Dia 3

29 de dezembro

Hoje foi dia de acordar muito cedo, pois previa-se viagens longas. Ainda antes das 07.00h já tínhamos o pequeno-almoço tomado e estávamos a caminho do nosso destino! 






Já passava um pouco das 08.00h quando chegámos ao Pico do Areeiro! A viagem de carro até ao cimo foi inacreditável: estávamos acima da nuvens e a vontade (àquela hora da manhã) era mesmo deitar em cima delas e flutuar! Como seria de esperar, o vento e o frio fizeram-se sentir a sério! Valeu-me o casaco de inverno e o gorro na cabeça! 
A opção de termos ido mais cedo foi porque a partir das 10.00h o Pico enche-se de gente a caminhar... ou a andar de bicicleta! Existem vários caminhos que partem ou chegam a outros lugares, mas é preciso ter muita resistência e muito cuidado para atravessar estas montanhas. Não só por ser um lugar imponente, mas também porque é impossível não nos sentirmos pequeninos perante a o poder da Natureza!
A 1818 m de altitude escolhi um spot de tirar a respiração, com o eco do vento forte como música de fundo e o silêncio ameaçadora das montanhas! Ali fiquei cerca de uma hora e meia! É de tirar a respiração! Brutal!



Um rápido almoço de sandes, sumo, água e barras energéticas foi o suficiente para começarmos a tarde na zona de Ribeiro Frio. Enquanto que a Ea ficou a desenhar o Viveiro das Trutas, eu embrenhei-me na Laurissilva, que tanto desejava ver e estar, assim que soube que vinha para a Madeira! 


O facto de termos andado acompanhadas com quem nasceu e cresceu na Madeira levou-nos a lugares onde dificilmente chegaríamos indo sozinhas! No Miradouro da Portela não há turistas. É um lugar discreto e tranquilo. É daqueles lugares ainda por descobrir e com muito para se desenhar...

Se ainda não foram ao Restaurante Nini Design Centre, então é um lugar obrigatório para serem felizes em Funchal! É tudo cinco estrelas e não há absolutamente nada a reclamar!

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Sketch Tour Portugal - Dia 2

28 de dezembro

Começámos o dia com uma breve reunião com o Turismo da Madeira, para falar sobre o programa. Está previsto fazermos muitas viagens de autocarro para diversos lugares da ilha, mas o tour e as pessoas que nos acompanham são bastantes flexíveis e a frase que mais se repetiu na reunião foi dirigida a mim e a Ea:
"Para vocês está bem assim?"






A Ponta de São Lourenço (Caniçal) é um lugar muito ventoso, mas muito procurado pelos turistas. Se de um lado temos a imensidão do azul do mar que se mistura com o céu, do outro temos os montes que escondem as casas e que aos poucos nos vão desvendando caminhos que nos levam a lugares únicos!


Mais abaixo está a Baía d'Abra, com um pequeno miradouro, onde se pode ver as ondas a chicotearem as rochas, deixando-as rasgadas e gastas pelo tempo! 



Depois de um maravilhoso almoço na Quinta do Furão (Santana), regressámos novamente ao centro de Funchal, directos ao Mercado dos Lavradores. Por ser quinta-feira, o mercado não estava cheio! O senhor da banca disse-me que se lá fosse no fim-de-semana seria impossível eu estar sentada a desenhar! 
- "Porquê?" - perguntei-lhe.
- "Ó minha menina, ao fim-de-semana é impossível andarmos por aqui, quanto mais desenhar! Isto fica cheia de gente que nunca mais acaba! São gente daqui, do continente, espanhóis, marroquinos, franceses, ingleses, suecos, italianos, brasileiros, olhe, o mundo inteiro vem p'ra aqui!" - respondeu-me a rir!
Uma das características de muitos vendedores do mercado é que, muitos deles falam várias línguas, para além do português, do espanhol, do inglês e do francês! É algo que não se encontra em muitas lojas em Lisboa, sobretudo quando os comerciantes têm acima dos 50 anos!

Embora ainda estivéssemos com as barrigas cheias do almoço, fomos jantar no Chalet Vicente! Estava tudo tão bom que não recusamos nada e continuamos a comer!

domingo, 24 de junho de 2018

Sketch Tour Portugal - Dia 1

Um ano a desenhar Portugal. 24 desenhadores. Nacionais e internacionais.

A mim, calhou-me desenhar a linda ilha da Madeira, na companhia da Ea Ejersbo, da Dinamarca.
A Ea veio acompanhada pelo marido - um verdadeiro gentleman e uma pessoa muito bem humorada -  e com uma muleta. Umas semanas antes da viagem torceu o pé esquerdo.
"Como não foi nenhuma lesão da cintura para cima, não vi nenhum impedimento em cá vir! Portugal is amazing!" - disse-me ela com um enorme sorriso na cara!


27 de dezembro

Chegamos a Funchal depois de uma hora e meia de voo. Na capital ficou a chuva e o frio e na ilha fomos recebidos com um dia de sol quente que só a Madeira tem por esta altura do ano!


A nossa jornada de desenhos começou na Blandy's Wine Lodge, que, diga-se de passagem, foi uma bela forma de começar esta viagem!



No Restaurante Vila do Peixe, em Câmara de Lobos, é possível termos uma vista fantástica para a colina, enquanto nos deliciamos com uma variedade de peixes que vão chegando à mesa!
E quando um dos empregados nos pergunta se estamos satisfeitos, a nossa resposta foi uma só: FENOMENAL - a comida, a vista, o restaurante e o atendimento!

terça-feira, 12 de junho de 2018

10x10 na Comunidade de Emaús

Tema 10: Reportagem de grupo
Mário Linhares

Última sessão de 10 yearsx10 classes: um grande projecto internacional USK que decorreu em várias cidades do mundo! E Lisboa não foi a excepção! Com grandes formadores - Mário Linhares, Nélson Paciência, Pedro Loureiro, Guida Casella e José Louro - e excelentes exercícios de desenho!

Por aqui terminamos com que deu início a isto tudo!



A Comunidade de Emaús não dá preferência aos objectos expostos por longos corredores ao ar livre. Como também não dá importância à história que existe por trás de cada pessoa que por lá passa. Também não interessa saber o futuro que cada companheiro escolhe para si. Apenas se foca na pessoa. Aquela que procura estar e estar bem.
E assim também era o primeiro exercício proposto pelo Mário: desenhar em pequena escala os objectos na parte inferior da página e desenhar uma pessoa da Comunidade em escala maior na parte superior da página, dando-lhe assim a sua devida importância!



Este não é o resultado da proposta do segundo exercício, que seria fazer uma mancha com aguarela e depois desenhar com a caneta preta o edifício e, mais uma vez, pessoas em escala maior! Fiquei com o Matias (que entretanto adormeceu), e por isso tive o privilégio de apreciar esta vista. Estava limitada à escolha do ponto de vista e o facto de levar as páginas já com um fundo preparado não me dava margem para usar a aguarela!

segunda-feira, 11 de junho de 2018

10x10 no Mercado de Campo de Ourique

Tema 9: Mercado local = grandes profissões
Pedro Loureiro

Foi um dia difícil!
Lisboa estava caótica! Não sabemos bem o que terá acontecido, mas todas as entradas e saídas da capital estavam com trânsito! Carros parados por todo o lado! Chegámos atrasados à sessão! O formador mais atrasado chegou! Outros terão chegado ainda mais tarde! Mas ainda assim, tivemos tempo para desenhar!

Se não fosse esta sessão, provavelmente o Mercado não passaria de um mero local para sentar, comer e conviver! Todas as profissões e trabalhadores passariam-me despercebidos, como se fossem apenas pessoas que ali estivessem para servir! Este é um dos propósitos do desenho: aproximarmo-nos das pessoas e questionar o que nos rodeia!



A Esmeralda vende frutos secos. Só de ver as cores, não só apetece desenhar como consumir! A banca dela está sempre cheia de gente e ela só para de trabalhar para atender os clientes! A simpatia dela é atraente e contagiante! E assim completei o exercício proposto pelo Pedro: desenhar a profissional, o produto e o cliente! O ambiente facilitou-me o trabalho!



O Mercado tem restaurantes óptimos! Óptimos para desenhar e para consumir! Mas o ritmo é demasiado rápido para conseguir registar tudo no caderno! Desenhar quem prepara a comida, quem a serve, quem a come e quem limpa tudo no fim!

domingo, 10 de junho de 2018

Jardins Calouste Gulbenkian

Sempre que cá vimos os jardins estão sempre cheios de gente! Sobretudo em dias de calor! Não há muita sombra desocupada, por isso vamos invadindo o espaço um dos outros para nos protegermos do sol! Também serve de desculpa para aproximarmo-nos e conversarmos com desconhecidos!




Tantas pessoas paradas e ainda assim é difícil desenhá-las...

sábado, 9 de junho de 2018

10x10 no Mercado da Ribeira

Tema 8: Conversas estranhas por pessoas normais
Nélson Paciência

A partir das 18.00h o Mercado muda de imagem e de clientes! Fecham-se as bancas das flores, das carnes e dos peixes, dos legumes e das frutas e abrem-se as portas dos restaurantes, com boa comida e bom vinho. Os habituais clientes regressam à casa e chegam os turistas "aos molhos", ansiosos por descansar, provar a boa comida portuguesa e conviver pela noite fora.





























Primeiro exercício: simplificar a linguagem corporal.
Desenhar apenas o corpo humano visível (rosto, pescoço, braços e mãos) e excluir a roupa.
De simples não tem nada!




























Segundo exercício: desenhar as pessoas, contextualizar o ambiente e escutar as conversas. 
Isso significava aproximarmo-nos o mais possível das pessoas. Foi de tal modo que, de repente, já estava a beber vinho e a conviver eles!

sábado, 28 de abril de 2018

Hospital Egas Moniz

Há já muito tempo que aguardava por esta consulta: imunoalergologia. Durante a amamentação tive de tomar uns antibióticos (por causa da mastite) que me causaram alergias de tal gravidade que fui parar às urgências em menos de 24 horas!


O hospital é um espaço onde o tempo de espera (sendo ele curto ou longo) dura sempre uma eternidade! De tal modo que me foi possível criar histórias sobre as pessoas que por aqui andam: uns para serem atendidos, outros para acompanhar e alguns para visitar!


Desenho enquanto espero sentada pela reacção (ou não) do meu corpo aos antibióticos inseridos. Os utentes vão sendo chamados. Entram e voltam a sair. Esperam e desesperam. Vão e voltam.
A sala de espera é pequena e escura! Não há janelas aqui! É fácil observar de perto as pessoas e ver as suas rugas e os seus sinais, as suas histórias no seu olhar e quase que se sentem as suas dores!

10x10 no Largo do Martim Moniz

Tema 7: Entendamo-nos
José Louro

A culpa não é do Zé! E eu também não vim ao engano!
Ele explicou muito bem os exercícios, mas já é mais do que sabido do drama que é para mim desenhar o rosto e o corpo humano!


Observar as pessoas. O movimento dos seus corpos.
Identificar o Largo através das pessoas. Dar uma identidade a cada uma delas.


Face to face em meia hora e apenas com o uso da aguarela!

Não é para se ficar em pânico?

terça-feira, 24 de abril de 2018

Miradouro de São Pedro de Alcântara

Há obras em todo o lado da cidade! Sobretudo no lugares mais bonitos!


Está um lindo dia de calor! Só é pena a vedação que esconde toda a beleza de Lisboa debaixo deste maravilhoso céu azul!


Quando era pequenina, a minha mãe leva-nos a passear por Lisboa. Fazia questão que os nossos pés conhecessem a cidade quase ao pormenor! Ainda hoje gosto de caminhar pela nossa capital, sobretudo em dias de Verão, quando o Tejo reflecte a luz sobre a cidade, deixando-a resplandecente!


Os turistas quando aqui chegam, percebem que afinal, ainda não viram muito! Apontam em todas as direcções, contam histórias de quem já lá esteve, criam expectativas sobre os lugares, querem conhecer mais, experimentar mais, ver mais, mais , mais e mais!
E têm razão: é impossível fartarem-se de Lisboa!

10x10 no Miradouro da Nossa Senhora do Monte

Tema 6: Arranha-céus: olhando para longe e para baixo
Pedro Loureiro

Estava curiosa sobre esta sessão, pois Lisboa não é uma cidade com prédios suficientemente altos para serem considerados arranha-céus! E no meu imaginário (talvez influenciada pelos filmes americanos) esta sessão seria num edifício tão alto que nem atreveria em aproximar das janelas!!!
Como os edifícios altos de Lisboa não facilitam o acesso ao público, o Pedro arranjou outra alternativa: Miradouro da Nossa Senhora do Monte!
É impensável desenhar Lisboa que se estende à nossa frente, por isso, a palavra de ordem foi SIMPLIFICAR.


Simplificar na horizontal
Skyline de Lisboa "encaixada" numa dupla página.


Simplificar na vertical
Os meus olhos viajam por Lisboa, dos meus pés ao céu!


Simplificar Lisboa dos turistas
Lisboa é linda, para quem nela vive e para quem a visita.

domingo, 22 de abril de 2018

Praça da Figueira

São 09.23h e já se sente o movimento e o barulho a aumentar por aqui! Lisboetas a apressarem os passos para o trabalho, turistas a puxarem as malas de viagem pela calçada (perdidos com o mapa na mão), máquinas a trabalharem (há obras por todo o lado), táxis e autocarros a apitarem aos tuk-tuks...


Enquanto acontece a Feira dos Enchidos aqui ao lado, está a decorrer obras atrás de mim! Estão a restaurar mais um edifício. Para os turistas e não para os locais! O que é uma pena...

Em outros tempos, esta praça foi o sítio do Hospital de Todos-os-Santos, que com a destruição do terramoto de 1755 deixou de existir. Foi um mercado central, onde se podia comprar e vender o que se quisesse. Actualmente a praça serve de ponto de encontro, de descanso ou apenas para apreciar o castelo.


Quando era pequena, de vez em quando vinha para Lisboa com os meus pais. Aqui se encontravam com os amigos para saber de notícias da "terra". Enquanto eles conversavam, eu e os meus irmãos dávamos arroz aos pombos. Não tínhamos muitas preocupações nessa altura...

10x10 na Praça do Comércio

Tema 5: Estátuas e monumentos
Nélson Paciência

O II Simpósio Internacional do USK aconteceu aqui em Lisboa, em 2011. Tive a felicidade de conhecer muitos sketchers, nacionais e internacionais. Muitos deles passaram de "conhecidos" a amigos. Foi com eles que voltei a olhar o mundo numa outra perspectiva e a traduzi-lo para cadernos com uma liberdade de ver e sentir o que me rodeia!
Um dos momentos mais alto do "nosso simpósio" foi o último dia! Aqui nesta praça se reuniram mais de 200 sketchers. Estávamos todos sentados no chão, debaixo das arcadas da ala direita (para quem está virado para o Tejo). Foi um momento magnífico, impossível de ser apagado das nossas memórias!

Voltei à Praça do Comércio. Novamente sentada, mas não debaixo das tais arcadas. Mas perto delas o suficiente para me sentir incomodada com a voz que insiste em desafinar o musical do Fantasma da Ópera. Dói nos ouvidos e na alma!


Este primeiro exercício de cruzar a actual Praça do Comércio com o Terreiro do Paço de 1908 não correu muito bem... Podia culpar o cansaço e a voz desafinada que não se cala, mas a verdade é que a minha incapacidade em desenhar a arquitectura bloqueia-me qualquer exercício de desenho relacionado com o tema...


Hoje sinto-me especialmente cansada e por isso só me apetece dormir... mas o Fantasma da Ópera que hoje ecoa por aqui insiste em não desaparecer...
"Desenhem a estátua do D. José I e o arco lá ao fundo para contextualizarem a praça!", disse-nos o Nélson! Por isso coloquei-me numa perspectiva boa (pensei eu) para desenhar tudo! Mas não desenhei quase nada, apenas ficaram duas personagens laterais da estátua nas minhas duplas páginas... 

terça-feira, 11 de julho de 2017

Museu Arqueológico do Carmo

Estava um calor insuportável, por isso a opção em desenhar dentro de um museu foi a mais acertada! O Museu do Carmo não precisa de apresentações! Um espaço fantástico para apreciar o céu à noite e acolhedor para conhecer um pouco mais da história de Portugal através das peças do séc. XIV-XV que o museu ainda conserva.


Sentei-me perto de uma das colunas exteriores, à sombra para poder sentir um pouco de brisa. Ao meu lado estavam pequenas peças. 
Não estava interessa em desenhá-las, até começar o desenho. 


Desta vez tinha de colocar um mapa na dupla página. Não sabia qual e nem onde, mas estava decidida a fazer isso. Como não encontrei mapas históricos, optei por desenhar o mapa do espaço, apenas para ter uma ideia de como era a antiga Igreja do Convento de Santa Maria do Carmo.

10x10 no Teatro Romano

Tema 4: O edifício mais antigo da cidade
Guida Casella

Foi a pessoa certa para esta sessão. Muito apaixonada pela arqueologia e pelo desenho. O Teatro Romano foi o local escolhido para dar início ao segundo módulo: médias histórias. Antes dos exercícios tivemos uma visita guiada pela coordenadora do museu, a Lídia Fernandes, que gentilmente nos deixou circular à vontade pelas ruínas e pelo museu.


Fiquei entusiasmada quando soube que podíamos pisar na zona das ruínas, onde assentava a estrutura principal do teatro, ou seja, onde as pessoas se sentavam para assistir aos espectáculos que aí aconteciam. Como primeiro exercício, a proposta da Guida era desenhar de forma livre o que resta do teatro e criar mentalmente a sua estrutura inicial.


A proposta para o segundo exercício era muito desafiante: desenhar peças e mapas do museu de forma a criar um panfleto apelativo composto por desenhos e textos informativos sobre o Teatro Romano. Não consegui cumprir o exercício por não saber onde colocar os mapas nesta dupla página...