sábado, 28 de abril de 2018

Hospital Egas Moniz

Há já muito tempo que aguardava por esta consulta: imunoalergologia. Durante a amamentação tive de tomar uns antibióticos (por causa da mastite) que me causaram alergias de tal gravidade que fui parar às urgências em menos de 24 horas!


O hospital é um espaço onde o tempo de espera (sendo ele curto ou longo) dura sempre uma eternidade! De tal modo que me foi possível criar histórias sobre as pessoas que por aqui andam: uns para serem atendidos, outros para acompanhar e alguns para visitar!


Desenho enquanto espero sentada pela reacção (ou não) do meu corpo aos antibióticos inseridos. Os utentes vão sendo chamados. Entram e voltam a sair. Esperam e desesperam. Vão e voltam.
A sala de espera é pequena e escura! Não há janelas aqui! É fácil observar de perto as pessoas e ver as suas rugas e os seus sinais, as suas histórias no seu olhar e quase que se sentem as suas dores!

10x10 no Largo do Martim Moniz

Tema 7: Entendamo-nos
José Louro

A culpa não é do Zé! E eu também não vim ao engano!
Ele explicou muito bem os exercícios, mas já é mais do que sabido do drama que é para mim desenhar o rosto e o corpo humano!


Observar as pessoas. O movimento dos seus corpos.
Identificar o Largo através das pessoas. Dar uma identidade a cada uma delas.


Face to face em meia hora e apenas com o uso da aguarela!

Não é para se ficar em pânico?

terça-feira, 24 de abril de 2018

Miradouro de São Pedro de Alcântara

Há obras em todo o lado da cidade! Sobretudo no lugares mais bonitos!


Está um lindo dia de calor! Só é pena a vedação que esconde toda a beleza de Lisboa debaixo deste maravilhoso céu azul!


Quando era pequenina, a minha mãe leva-nos a passear por Lisboa. Fazia questão que os nossos pés conhecessem a cidade quase ao pormenor! Ainda hoje gosto de caminhar pela nossa capital, sobretudo em dias de Verão, quando o Tejo reflecte a luz sobre a cidade, deixando-a resplandecente!


Os turistas quando aqui chegam, percebem que afinal, ainda não viram muito! Apontam em todas as direcções, contam histórias de quem já lá esteve, criam expectativas sobre os lugares, querem conhecer mais, experimentar mais, ver mais, mais , mais e mais!
E têm razão: é impossível fartarem-se de Lisboa!

10x10 no Miradouro da Nossa Senhora do Monte

Tema 6: Arranha-céus: olhando para longe e para baixo
Pedro Loureiro

Estava curiosa sobre esta sessão, pois Lisboa não é uma cidade com prédios suficientemente altos para serem considerados arranha-céus! E no meu imaginário (talvez influenciada pelos filmes americanos) esta sessão seria num edifício tão alto que nem atreveria em aproximar das janelas!!!
Como os edifícios altos de Lisboa não facilitam o acesso ao público, o Pedro arranjou outra alternativa: Miradouro da Nossa Senhora do Monte!
É impensável desenhar Lisboa que se estende à nossa frente, por isso, a palavra de ordem foi SIMPLIFICAR.


Simplificar na horizontal
Skyline de Lisboa "encaixada" numa dupla página.


Simplificar na vertical
Os meus olhos viajam por Lisboa, dos meus pés ao céu!


Simplificar Lisboa dos turistas
Lisboa é linda, para quem nela vive e para quem a visita.

domingo, 22 de abril de 2018

Praça da Figueira

São 09.23h e já se sente o movimento e o barulho a aumentar por aqui! Lisboetas a apressarem os passos para o trabalho, turistas a puxarem as malas de viagem pela calçada (perdidos com o mapa na mão), máquinas a trabalharem (há obras por todo o lado), táxis e autocarros a apitarem aos tuk-tuks...


Enquanto acontece a Feira dos Enchidos aqui ao lado, está a decorrer obras atrás de mim! Estão a restaurar mais um edifício. Para os turistas e não para os locais! O que é uma pena...
Em outros tempos, esta praça foi o sítio do Hospital de Todos-os-Santos, que com a destruição do terramoto de 1755 deixou de existir. Foi um mercado central, onde se podia comprar e vender o que se quisesse. Actualmente a praça serve de ponto de encontro, de descanso ou apenas para apreciar o castelo.


Quando era pequena, de vez em quando vinha para Lisboa com os meus pais. Aqui se encontravam com os amigos para saber de notícias da "terra". Enquanto eles conversavam, eu e os meus irmãos dávamos arroz aos pombos. Não tínhamos muitas preocupações nessa altura...

10x10 na Praça do Comércio

Tema 5: Estátuas e monumentos
Nélson Paciência

O II Simpósio Internacional do USK aconteceu aqui em Lisboa, em 2011. Tive a felicidade de conhecer muitos sketchers, nacionais e internacionais. Muitos deles passaram de "conhecidos" a amigos. Foi com eles que voltei a olhar o mundo numa outra perspectiva e a traduzi-lo para cadernos com uma liberdade de ver e sentir o que me rodeia!
Um dos momentos mais alto do "nosso simpósio" foi o último dia! Aqui nesta praça se reuniram mais de 200 sketchers. Estávamos todos sentados no chão, debaixo das arcadas da ala direita (para quem está virado para o Tejo). Foi um momento magnífico, impossível de ser apagado das nossas memórias!

Voltei à Praça do Comércio. Novamente sentada, mas não debaixo das tais arcadas. Mas perto delas o suficiente para me sentir incomodada com a voz que insiste em desafinar o musical do Fantasma da Ópera. Dói nos ouvidos e na alma!


Este primeiro exercício de cruzar a actual Praça do Comércio com o Terreiro do Paço de 1908 não correu muito bem... Podia culpar o cansaço e a voz desafinada que não se cala, mas a verdade é que a minha incapacidade em desenhar a arquitectura bloqueia-me qualquer exercício de desenho relacionado com o tema...


Hoje sinto-me especialmente cansada e por isso só me apetece dormir... mas o Fantasma da Ópera que hoje ecoa por aqui insiste em não desaparecer...
"Desenhem a estátua do D. José I e o arco lá ao fundo para contextualizarem a praça!", disse-nos o Nélson! Por isso coloquei-me numa perspectiva boa (pensei eu) para desenhar tudo! Mas não desenhei quase nada, apenas ficaram duas personagens laterais da estátua nas minhas duplas páginas... 

terça-feira, 11 de julho de 2017

Museu Arqueológico do Carmo

Estava um calor insuportável, por isso a opção em desenhar dentro de um museu foi a mais acertada! O Museu do Carmo não precisa de apresentações! Um espaço fantástico para apreciar o céu à noite e acolhedor para conhecer um pouco mais da história de Portugal através das peças do séc. XIV-XV que o museu ainda conserva.


Sentei-me perto de uma das colunas exteriores, à sombra para poder sentir um pouco de brisa. Ao meu lado estavam pequenas peças. 
Não estava interessa em desenhá-las, até começar o desenho. 


Desta vez tinha de colocar um mapa na dupla página. Não sabia qual e nem onde, mas estava decidida a fazer isso. Como não encontrei mapas históricos, optei por desenhar o mapa do espaço, apenas para ter uma ideia de como era a antiga Igreja do Convento de Santa Maria do Carmo.