terça-feira, 11 de julho de 2017

Fora do Teatro Romano

No Museu Arqueológico do Carmo

Estava um calor insuportável, por isso a opção em desenhar dentro de um museu foi a mais acertada! O Museu do Carmo não precisa de apresentações! Um espaço fantástico para apreciar o céu à noite e acolhedor para conhecer um pouco mais da história de Portugal através das peças do séc. XIV-XV que o museu ainda conserva.


Sentei-me perto de uma das colunas exteriores, à sombra para poder sentir um pouco de brisa. Ao meu lado estavam pequenas peças. 
Não estava interessa em desenhá-las, até começar o desenho. 


Desta vez tinha de colocar um mapa na dupla página. Não sabia qual e nem onde, mas estava decidida a fazer isso. Como não encontrei mapas históricos, optei por desenhar o mapa do espaço, apenas para ter uma ideia de como era a antiga Igreja do Convento de Santa Maria do Carmo.

10x10 no Teatro Romano

Tema 4: O edifício mais antigo da cidade
Guida Casella

Foi a pessoa certa para esta sessão. Muito apaixonada pela arqueologia e pelo desenho. O Teatro Romano foi o local escolhido para dar início ao segundo módulo: médias histórias. Antes dos exercícios tivemos uma visita guiada pela coordenadora do museu, a Lídia Fernandes, que gentilmente nos deixou circular à vontade pelas ruínas e pelo museu.


Fiquei entusiasmada quando soube que podíamos pisar na zona das ruínas, onde assentava a estrutura principal do teatro, ou seja, onde as pessoas se sentavam para assistir aos espectáculos que aí aconteciam. Como primeiro exercício, a proposta da Guida era desenhar de forma livre o que resta do teatro e criar mentalmente a sua estrutura inicial.


A proposta para o segundo exercício era muito desafiante: desenhar peças e mapas do museu de forma a criar um panfleto apelativo composto por desenhos e textos informativos sobre o Teatro Romano. Não consegui cumprir o exercício por não saber onde colocar os mapas nesta dupla página...

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Fora do Largo de São Domingos

No Largo do Chiado

A melhor hora para se ir desenhar neste largo é entre as 8.00h e as 9.30h. Nessa hora só circula no largo quem vai trabalhar, portanto, há sempre um movimento de quem sabe de onde vem e para onde vai. Depois dessa hora aparecem os turistas "aos montes". Param. Olham. Tiram fotos.Conversam. Ficam indecisos se querem subir ou descer. 


Enquanto que o Fernando Pessoa permanecia sentado na Brasileira com turistas à espera para tirar fotos à vez, já o poeta Chiado é desprezado pelo público. Raros eram aqueles que se aproximavam dele, a não ser um grupo de jovens que havia combinado o ponto de encontro aos pés do poeta. E enquanto isso, os músicos pedintes preparam a banda sonora que irá acompanhar o ritmo do largo ao longo do dia.


O largo é atraente em todos os lados: à esquerda e à direita, à frente e atrás e em cima e baixo. Todas a direcções completam o cenário do Largo. Uma das peças fundamentais do largo são os semáforos e o largo não é assim tão grande! Mas é muito movimentado, tanto pelos carros como pelas pessoas! É um stress quando fica vermelho! É uma ansiedade quando fica amarelo! E quando fica verde, toca a acelerar!

10x10 no Largo de São Domingos

Tema 3: Objectos do domínio público
Pedro Loureiro

Foi num dia de muito sol e muito calor que se fechou a última sessão do Primeiro Módulo (pequenas histórias) do 10x10. O largo é conhecido pelo Massacre aos Judeus em 1506, pela Igreja de São Domingos que não esconde as marcas do incêndio de 1959, pela célebre Ginginha (aberta desde 1840) sempre cheia de gente e pelo seu constante movimento de estrangeiros.


O primeiro exercício lançado pelo Pedro era simples: desenhar objectos do largo que tenham ou tivessem utilidade para o público em geral e fazer pequenas legendas, dando um verbo a cada um. Este é daqueles exercícios que nos obriga a parar, observar, desenhar e questionar sobre o que nos rodeia.


De todos os objectos desenhados no exercício anterior, escolher apenas um e analisá-lo factualmente: há quanto tempo está no largo? Qual a sua utilidade? Quem o usa? Como funciona? Pois claro que, no meio de tanta arquitectura e de tanta gente, optei pelo objecto mais fácil de desenhar para mim.


Pergunta principal para o terceiro exercício: qual a relação das pessoas com o objecto escolhido? Quando desenhei a oliveira já ninguém queria saber dela, pois à noite ela deixa de ser útil para os "habitantes" do largo. Mas anda assim, não me faltaram palavras para escrever sobre ela!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Fora do Palácio da Ajuda

No Museu Bordalo Pinheiro

Não que estivesse à procura de um museu para continuar os exercícios propostos pelo Nélson Paciência. Calhou. E calhou bem: num dia em que o museu que serviu como espaço para o workshop do Rob Sketcherman, num dia em que se festejava o Dia dos Museus e num dia em que o calor exigiu que estivéssemos protegidos do sol.

O museu passa despercebido na estrada do Campo Grande. Só nos apercebemos dele se o procurarmos. Se não, é apenas uma bonita casa e discreta à beira da estrada. Mas procurem e entrem, pois vale a pena deliciarmos com a vida e a obra de Rafael Bordalo Pinheiro, uma das salientes figuras da cultura, política e arte lisboetas do século XX.


Fiquei atraída pelas peças em cerâmica que existem neste museu. A sala é pequena e, verdade seja dita, caímos na tentação de a visitar de uma forma rápida. Mas é preciso tempo para desenhar e nem uma tarde seria o suficiente para trazer todas as peças no nosso caderno!


Na verdade nem queria desenhar a Velha. Não pela peça em si, mas pela minha dificuldade em desenhar a figura humana! Mas enquanto dava voltas na sala (indecisa sobre a escolha de uma peça,) fui criando uma narrativa com ela e quanto mais peças sobressaiam aos meus olhos, mais a história ia crescendo! Não tive como fugir a isso! Trouxe a Velha e duas personagens do Rafael no meu caderno!

10x10 no Palácio da Ajuda

Tema 2: Objectos de museu
Nélson Paciência

Toda a sua arquitectura exterior pouco revela aquilo que o seu interior oferece aos seus visitantes. No cima da Tapada da Ajuda encontramos um Palácio, mas não como aqueles que viviam nos meus sonhos de criança ou contados pelos livros românticos.

É um edifício branco, erguido por ordem de D. José I, mas que só ganhou vida em 1862, com a subida ao trono e a chegada de D. Luís depois da morte do seu irmão (e de toda a família) no Palácio das Necessidades. Aos 23 anos o Rei D. Luís casa-se com a D. Maria Pia de Sabóia, de quem teve dois filhos: D. Carlos I de Portugal e D. Afonso, duque do Porto.

Nunca tinha estado num Palácio a sério, por isso fiquei bastante entusiasmada quando soube que a segunda sessão iria ser aqui! Afinal o que poderia correr mal num lugar tão mágico como este?


A proposta do Nélson para este primeiro exercício tinha o seu "quê" de engraçado: desenhar peças/mobília de uma das divisões do Palácio e escrever sobre elas como se estivéssemos a conversar com uma pessoa cega! Enquanto desenhava as peças imaginava como é que uma rainha adolescente, ainda com tanto para aprender, se comportaria num espaço como este! É claro que toda a descrição feita nestas páginas é consequência dessa imaginação!


No segundo exercício deveríamos ter escolhido uma divisão para desenhar e criar uma narrativa em que nós fôssemos uma das personagens da história ou apenas observadores invisíveis. Demorei imenso tempo para encontrar o lugar perfeito para desenhar, mas sobretudo para criar a narrativa. Não desenhei o espaço como o Nélson havia pedido. Apenas pequenas peças usadas pela Rainha no seu quotidiano nesta sala que lhe era tão especial por aqui ter nascido o seu primeiro filho.

Deliciei-me a compor estas duas duplas páginas. Se mais tempo me tivessem deixado ficar no Pálacio da Ajuda, mais páginas teria gasto (com todo o prazer) a desenhar, a imaginar, a escrever e a criar!

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Fora da Redacção do DN

No Jardim do Campo Grande

Quando me inscrevo em algum workshop, é bom que as sessões (ou aquilo que aprendi), possam se desenvolver fora delas e que algo em mim se tenha transformado. Se não, é desperdício de tempo e de dinheiro!

Por isso decidi continuar os exercícios fora da redacção. Tenho mais objectos pessoais e existem diferentes ambientes para os colocar. Sim, aumentei o meu grau de dificuldade para poder exercitar aquilo que procuro encontrar no 10x10: transformar as páginas do meu caderno e ter uma liberdade incondicional para desenhar e escrever (mais) sobre os temas que nos são propostos.


Ainda a medo, mantive o mesmo objecto para descrever a minha relação com ela, desta vez um pouco mais pormenorizada. Arrisquei numa composição mais organizada, uma vez que tinha tempo para isso. E quis apostar no lettering! Sempre gostei de desenhar letras, mas a partir desta sessão decidi que devia criar um lettering próprio, fácil e rápido de se fazer.

Uma coisa é fazer os exercícios com um formador a direccionar-me para aquilo que se pretende. Outra coisa é fazer isso sozinha. É mais fácil fugir e criar outra coisa que não a proposta inicial. Mas aquilo que acho de mais fantástico é tentar perceber como é que posso adaptar (ou não) as novas aprendizagens àquilo que já me pertence e que já tenho!