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quinta-feira, 28 de março de 2019

De repente... Veneza

Estávamos em Florença quando o Mário disse: 
-Temos de ir a Veneza ver os diários gráficos do Ruskin!
A isso somámos um workshop!
Dito e feito!










quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

O grão

"Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto."
Jo 12, 24


Basílica de Santa Croce.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Não vos assusteis

"Entretanto, no sepulcro, viram um jovem sentado à direita, vestido com uma túnica branca, e ficaram assustadas. Ele disse-lhes: 'Não vos assusteis! Buscais a Jesus de Nazaré, o crucificado? Ressuscitou: não está aqui."
Mc 16, 5-6


Vida. Presença. Pessoas.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Paixão. Incompreensão. Fragmento.

"Levan escolheu como epígrafe este pequeno poema de Antoine Tudal:

'Entre o homem e a mulher
há o amor.
Entre o homem e o amor
há o mundo.
Entre o homem e o mundo
há uma parede.'

Fê-la para recordar que no amor está sempre em jogo um obstáculo, um afastamento, uma distância irrecuperável - uma parede, justamente. [...] E acaba a explicar por que motivo devemos aceitar falar para as paredes: contra elas, a voz do amor ressoa."
José Tolentino Mendonça, O pequeno caminho das grandes perguntas




Praça Miguel Ângelo.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Resplandecência

"Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto do monte e transfigurou-se diante deles."
Mc 9, 2


Loggia dei Lanzi (Praça della Signoria).

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Limpeza. Água. Humildade

"Onde existe o ser humano, existem a memória e a paixão da viagem. O escritor Paul Bowles dizia que o turista e o viajante se distinguem pela experiência que fazem do tempo, apressada a o turista, lenta a do viajante."
José Tolentino Mendonça, O pequeno caminho das grandes perguntas




Deambulando por Florença.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Deserto. Escolhas. Divisões.

"Leveza, simetria, simplicidade: o estilo do artista (Brunelleschi, 1419) é reconhecível à primeira vista. A distância entre cada coluna equivale à sua altura e profundidade formando, assim, cubos perfeitos, encimados por abóbadas que formam arcos."




Praça da Santíssima Annunciata.

sábado, 24 de novembro de 2018

Apresentação

Florença. O local escolhido para desenhar, reflectir e descansar.


"Quando Ele chegou aos 12 anos, subiram até lá, segundo o costume da festa. Terminados esses dias, regressaram a casa e o menino ficou em Jerusalém, sem que os pais soubessem."
Lc 2, 42-43


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Avaliação


E assim nos despedimos de Assis

Quando iniciamos o retiro, a proposta de apresentação foi copiar o Cristo Redentor apenas com uma linha e pintá-lo. Agora, como proposta de fecho do retiro, copiamos a imagem de S. Francisco de Assis, o único desenho feito com ele ainda vivo e por isso, talvez a mais bonita de todas. E assim nos despedimos de Assis, apenas com a linha preta, para que a cor se vá construindo nos dias que se seguem, já em terras portuguesa.

Fiz a cópia duas vezes porque a primeira tentativa não correu bem! Apercebi-me que tenho mais dificuldades em copiar um desenho do que desenhar “à vista”!



terça-feira, 2 de maio de 2017

A Simplicidade e a Regra

Tema 6: A Simplicidade

Para mim, o tema mais difícil deste retiro! Simplicidade! É deixar tudo e ser pobre? É ter o suficiente para ser feliz? E o que é suficiente? É partilhar o que se tem? É pedir e dar aos outros? É saber aceitar o que se tem? 

Mancha, linha e ponto. Passado, presente e futuro. Tudo isto revelado no nosso caderno. 

Estava acompanhada pelo Mário, pelo Matias (que estava em dia de birra) e pelo Miguel. Fomos juntos à missa de Ramos na igreja de Santa Maria Maior, onde S. Francisco vivia com os pais. Enquanto o Matias se acalmava a comer frutos secos nós desenhávamos.
O pai de Francisco tinha uma personalidade agressiva e ficou bastante revoltado com a opção do filho. Já a sua mãe (Donna Pica) era mais compreensiva e pacificadora.


Quando se sobe a caminho da Rocca Maggiore, para além da paisagem incrível que nos rodeia, também é possível encontrar pequenas ruas em que as portas quase se tocam uma nas outras. Os vizinhos falam de uma janela para a outra com uma distância de 5 passos. Os carros têm imensas dificuldades em fazer curvas mas ninguém fica stressado! Coisas típicas de pequenas aldeias! E o Matias dorme no carrinho ao meu lado, enquanto o Mário continuou até à Rocca Maggiore. Eu fiquei a meio caminho, atraída pela ambiente! 


Sabia que mais tarde ou mais cedo iria desenhar estes vales e árvores e telhados! Estava sentada no chão, sem o marido e sem o filho! Apenas com o caderno, o aparo e a tinta da china. Sem pressa e com simplicidade.

 

Tema 7: a Regra

Esta proposta era simples: criar um padrão e ao mesmo tempo ter um pouco de cada participante nos nossos cadernos. Como? Eu começo o padrão utilizando a cor que mais gosto (utilizando a caixa de aguarelas) e depois o caderno vai passando para a pessoa do nosso lado esquerdo. Utilizamos sempre a mesma cor nos cadernos dos outros, seguindo o padrão já criado. Depois do padrão feito, como desenhar por cima? O que fazer com as manchas? Como respeitar (ou não) as regras?


No meu caderno criei o quadrado roxo com um espaço branco no interior (segundo quadrado da primeira fila). E esse seria o ponto de partida para criar o padrão. Acontece que o meu vizinho do lado esquerdo resolveu fazer um quadrado completamente verde! O que me chateou, pois quebrou a “minha” regra logo no início! Foi o único que se desviou da “minha” regra e por isso foi o único quadrado que ficou fora da linha preta, enquanto todos os outros se encontram dentro ou tocam ao de leve na linha. 

Sim, tenho mau feitio!

terça-feira, 25 de abril de 2017

Pobreza e Oferta


Tema 4: Pobreza

Uma coisa é deixar toda a riqueza de lado. Uma coisa é optar por uma vida mais pobre. Mas fazer tudo isso e depois ir mendigar aos ricos é outra coisa! Francisco não só fazia isso como também roubava homens feitos e moços ao aconchego da família. Certamente este homem teria algo de inexplicável para que outros o pudessem seguir, sobretudo os mais ricos! Tinha uma vida de pobreza extrema, andava descalço, só tinha o hábito em cima do corpo e falava com a natureza (animais, plantas, árvores, sol, a lua, vento, etc)! Como poderia ser uma pessoa “atraente” aos olhos dos outros?

De manhã saímos do nosso quartel-general apenas com o caderno na mão. Sem canetas, sem pincéis, sem lápis ou se quer sem borracha! Nada! Apenas com o caderno na mão. O destino seria a igreja de Santa Clara e a igreja de S. Damião e pelo caminho teríamos de “mendigar” um material riscador a alguém de Assis. Sim, mendigar, disse o Mário!

Optamos em ir primeiro ao lugar mais afastado do centro, mas também o mais bonito: a igreja de S. Damião. O caminho até lá é sempre a descer. A descer a pico. Nós os 3, o carrinho do Matias, o Rui, o Arthur, a Estela e a Alice. Pelo caminho, entre selfies e risadas, deparamo-nos com a beleza e a simplicidade que rodeia a igreja de S. Damião: tudo verde e um silêncio imenso! Inspirada por este ambiente, resolvi criar na minha cabeça um conceito para estas duplas páginas: relacionar a pobreza de S. Francisco com a natureza em que a lua/noite/negro fizessem contraste com o sol/dia/branco. Por falta de tempo, fiquei apenas com a pobreza e a natureza de S. Francisco.



O caminho de regresso foi o mesmo: sempre a pico! E o Matias que caminhava ao meu lado, gritava "força, pai", enquanto o Mário empurrava o carrinho debaixo de um calor abrasador!

 Tema 5: Oferta

Quando se pensava que a generosidade do Mário ficaria apenas na multiplicação do grafite, eis que surge outra oferta: cada um de nós recebeu duas paletes de aguarelas impressas (ainda não comercializados no mercado). Como as utilizar? Cada um iria descobrir por si! Depois de uma manhã a mendigar por um material riscador, este presente foi bem merecido! 

Fomos juntos em direcção da Basílica de S. Francisco que possuí dois pisos. No primeiro piso desenharíamos com aguarelas impressas de forma livre e no segundo piso o objectivo seria desenhar um dos fresco de Giotto (nome que só conhecia como marca de plasticina para crianças)!
Os tectos desta Basílica são uma coisa extraordinária! Assim que entrei na Basílica soube de imediato que não deveria desenhá-los e que caso me arriscasse nisso as páginas iriam ficar um horror! Dito e feito! Por isso, nada como a escrita (bem ou mal) para “enganar-me” os olhos! Mas os 28 frescos do Giotto no piso superior que contam a história de S. Francisco também são de tirar a respiração a qualquer pessoa!





O único lado negativo da Basílica (especificamente do piso superior) são as pessoas que lá trabalham, que com a sua antipatia e agressividade nas palavras não fazem justiça ao espaço de culto e nem às obras que se encontram expostas nas paredes deste lugar.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Radicalidade


Tema 3: Radicalidade

Afinal o que fez Francisco deixar toda a sua riqueza e optar por uma vida de pobreza extrema? Um simples sonho! Escutou do crucifixo da igreja de S. Damião esta fala: “Francisco vai reparar a minha igreja que está a cair em ruínas”. O seu pai, revoltado com esta decisão, prende Francisco num cubículo gradeado, mas a mãe, na ausência paterna, abre-lhe as grades.

Todos conhecemos o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes. E existem várias teorias sobre esta passagem bíblica. Para mim, a teoria mais bonita é a que descreve este milagre como sendo o milagre da generosidade, em que cada um tira do pouco que tem do seu bolso para partilhar com os outros.

Nesta tarde, em Assis, também houve uma multiplicação. A multiplicação do grafite (grosso) que o Mário havia trazido para partilhar connosco. Ali mesmo, nas escadinhas do átrio onde apresentou o tema, com uma pedra partiu o grafite em pequenos pedaços. Uns maiores, outros mais pequenos e até já em pó. E dali partimos em direcção da igreja de Santa Maria de Minerva. A proposta seria deixarmos os nossos materiais habituais de lado e desenharmos a igreja apenas com grafite, fazendo várias experimentações com o material. Depois disso, misturar o grafite com outros materiais, fazendo assim a multiplicação no nosso caderno.

Como estávamos todos perto uns dos outros, fui espreitando os resultados do pessoal. Confesso que fiquei com inveja! Cometi o erro de escolher um pedaço grande que me dificultou desenhar pormenores!





 

Depois de algum tempo a choramingar por estar sentado no seu carrinho, finalmente o Matias adormeceu. Três horas de soneca foram o suficiente para eu e o Mário desenharmos descontraidamente! Que maravilha!